Julho 2021


A Walt Disney Company planeja lançar sua nova plataforma de streaming, a Star+, no dia 31 de agosto de 2021, mas a empresa sofreu um revés importante no Brasil.

A Starz, dona do streaming StarzPlay, conseguiu uma decisão favorável na justiça para que a Disney não utilize a marca Star+ (ou Star Plus).

Em abril, a Starz Entertainment havia entrado entrado com um pedido no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) para que o registro desta marca fosse barrado.

Enquanto isso, um processo também corria na 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial de São Paulo, e o desembargador Jorge Tosta expediu a decisão impedindo a Disney de utilizar os nomes Star Plus e Star+. O motivo afirmado foi o seguinte:

“[A Disney] passará a ofertar serviços de entretenimento idênticos aqueles que já são fornecidos pela agravante [StarzPlay]. Um consumidor, ao referir-se aos serviços de streaming ofertados pelas partes, não o fará dizendo que assistiu a um filme pela ‘StarzPlay’ ou pela Star Plus, mas simplesmente pela Star”.


Vale lembrar que a decisão vale apenas para o novo serviço de streaming, apesar de a Starz também ter pedido para que a Disney não usasse o nome nas marcas dos canais de TV Star Channel, Star Comedy, Star Action, Star Classic, Star Fun, Star Life e Star Hits (que os antigos canais FOX).

Via: o vício


Presentes nos bolsos de bilhões de pessoas ao redor do mundo, para muitos os celulares são o principal hardware de computação usado nas mais diversas tarefas cotidianas. Cada vez mais poderosos e complexos, eles também sofrem com problemas que até pouco atrás associávamos somente a desktops e notebook: os temidos vírus.

Os principais alvos são os dispositivos Android, como consequência das características mais abertas da plataforma, que inclusive permite a instalação de aplicativos sem a aprovação do Google. No entanto, quem usa o iOS também está sujeito à ação de ameaças, especialmente quando seu celular foi sujeito ao jailbreak, que permite baixar apps que não estão na App Store. Independentemente da plataforma, alguns sintomas ajudam a detectar a presença de um software malicioso em seu dispositivo.


1. Aumento no uso de dados
Você notou que seu pacote de dados, que antes sobrava para o mês, agora mal fornece internet suficiente para usar durante uma semana? Esse é um sinal de que algum malware pode estar usando processos em segundo plano ou tentando transmitir informações de seu aparelho para um atacante.

2. Aparelhos travando constantemente
É comum que, depois de um tempo, nossos celulares parem de executar tão bem novas versões de aplicativos. No entanto, esse não é um processo que acontece do dia para a noite, e se falhas começarem a aparecer constantemente sem motivo aparente, isso pode ser consequência da ação de algum vírus ou malware.

3. Pop-ups começam a aparecer
Muitos malwares que infectam celulares não têm a missão de roubar seus dados, mas sim de divulgar publicidade — geralmente de forma bem invasiva. Os pop-ups de propaganda são um sintoma desse tipo de ação, tomando a tela de seu dispositivo mesmo quando bloqueadores de anúncio estão ativados. Embora pareçam menos prejudiciais do que outras ameaças, vírus desse tipo também podem colaborar para um maior consumo de bateria e até para travamentos, caso seu dispositivo não consiga lidar com a quantidade de janelas geradas por eles.

Imagem: Reprodução/Sora Shimazaki (Pexels)

4. Aplicativos desconhecidos
É comum que instalemos muitos aplicativos que ficam esquecidos no celular, e só lembremos de sua existência quando decidimos fazer uma limpa. Muitos vírus se aproveitam desse comportamento para se disfarçar como apps falsos, que devem ser desinstalados imediatamente para garantir sua proteção.

5. Aumento na conta de celular
Enquanto muitas ameaças se aproveitam de sua conexão wireless ou do pacote de dados para se espalhar, outros recorrem a mensagens de SMS para isso. Exemplo disso são os Cavalos de Troia ZTorg, detectados em 2017, que enviavam textos com links para listas de contato na tentativa de infectar mais alvos. Isso fazia aumentar a conta telefônica das vítimas, servindo como um alerta de que algo estava errado com seus aparelhos.

6. Superaquecimento
Enquanto não é incomum que celular aqueçam bastante, especialmente durante a realização de atividades intensas (como jogos eletrônicos), é bom ficar atento se isso acontece o tempo todo. Caso seu dispositivo esteja aquecendo mesmo quando você encerra processos e o deixa em repouso, isso é sinal de que um vírus está agindo em segundo plano e consumindo seus recursos.

7. Maior consumo de bateria
Sintoma ligado ao item anterior, o maior consumo de bateria está associado a uma maior atividade de seu celular. Se uma carga não dura tanto quanto antes, isso pode ser sinal de que um vírus está consumindo recursos, e vale a pena realizar a varredura com um software especializado para detectar e remover a ameaça.

Imagem: Divulgação/StockCSnap/Pixabay

8. Ações que você não reconhece
Algum contato perguntou sobre uma mensagem suspeita que você não lembra de ter enviado? Isso pode sinal de que seu dispositivo está contaminado e tentando se espalhar por sua lista de contato. Também é comum que malwares façam curtidas estranhas em redes sociais e até mesmo publiquem em seu nome para convencer outras pessoas a contaminarem-se.

9. Pedidos constantes de atualização
Você acabou de atualizar todos os seus aplicativos através do Google Play ou App Store, e mesmo assim surgem mensagens de que um deles precisa que uma nova versão seja instalada? Isso pode ser resultado da ação de malwares, que pode estar usando esses avisos como forma de convencê-lo a executar pacotes que ampliam ataques e comprometem ainda mais suas informações pessoais.

Fonte: AVG, Proteste

Windows 365 vai ser um sistema operacional por streaming

O Windows 365 vai funcionar em qualquer browser atual e deve começar em 2 de agosto | Foto: Raimond Spekking/WorldPhotos

A Microsoft anunciou o lançamento do Windows 365, que vai permitir que o usuário o utilize como um streaming dos sistemas operacionais Windows 10 e 11. O objetivo é permitir o acesso de clientes do serviço Cloud PC a partir de qualquer dispositivo.

Segundo o site The Verge, o Windows 365 vai funcionar em qualquer browser (navegador) atual. O gerente-geral Wangui McKelvey garante que quem trabalhar com o novo sistema vai sincronizar seu trabalho em sistemas diversos como “Macs, iPads, Linux e aparelhos Android”.

O serviço vai começar a funcionar a partir de 2 de agosto e o preço da mensalidade ainda não foi revelado para as duas categorias de serviço: Business e Enterprise. O novo lançamento é voltado para a grande demanda de trabalho remoto e poderá ser usado tanto por um cliente individual como por empresas com milhares de empregados.

Os gigantes da tecnologia estão tentando ficar à frente e olhar para qualquer ideia.


Amazon, Facebook, Twitter, Reddit, Signal, Kin e provavelmente o Google são apenas algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo que agora estão envolvidas com criptomoedas.

Todas elas adotaram abordagens diferentes.

Em vez de integrar bitcoin ou Ethereum, o Facebook vai lançar sua própria criptomoeda lastreada por uma cesta de moedas fiduciárias em seu própria blockchain.

Algo que colocou a rede social em alguns problemas políticos, com o assunto agora mais calmo, já que a empresa de US $ 1 trilhão foi ameaçada com novas leis.

A Kin adotou uma abordagem mais híbrida ao lançar inicialmente um token na rede Ethereum, mas seus planos de se mudar para rede Stellar atraíram atenção da SEC, o que a fez cancelar o projeto.

O Signal está adotando uma abordagem mais furtiva ao não lançar um token ou uma criptomoeda, mas está integrando uma apoiada pelo fundador, a Mobilecoin.

A Mobilecoin acabou de ser avaliada em US $ 1 bilhão, com provavelmente 90% desse valor vindo do relacionamento com o Signal.

Os planos do Signal ainda não estão claros, até porque eles estão operando em uma zona um tanto cinzenta já que a criptomoeda teve uma uma oferta inicial (ICO).

O Reddit está se mantendo claro, testando, em vez disso, mais a monetização das contribuições sociais nos fóruns por meio de tokens MOON, sem ficar claro quais são suas conclusões sobre esses experimentos.

Twitter e Google
O fundador do Twitter, por outro lado, está adotando uma abordagem diferente ao apostar tudo em bitcoin, com jack Dorsey afirmando que eles estão “construindo uma plataforma aberta com o único objetivo de tornar mais fácil a criação de serviços financeiros” no bitcoin.

Ele disse também na sexta-feira (23) aos acionistas do Twitter que a rede social deve investir agressivamente em bitcoin.

O Google não anunciou nada ainda, mas seu cofundador, Sergey Brin, apareceu em uma conferência sobre bitcoin em 2018. Sua sugestão foi colocar enormes recursos atrás da blockchain para torná-lo popular, provavelmente um pouco do que o Facebook planejou.

Vendo o que aconteceu lá, talvez o Google não tenha ido mais longe, mas o envolvimento de alguns desses gigantes provavelmente se deve a novas ideias de startups e concorrentes que integram criptomoedas.

Big Techs

Coisas como o Presearch, que usa tokenização nas pesquisas, ganharam alguma adoção nos últimos anos, mas não estão nem perto de reduzir a participação de mercado do Google.

No entanto, todos esses gigantes dependem de usuários que fornecem conteúdo gratuito para eles. Seus castelos, portanto, são construídos na areia, de várias maneiras, pois um concorrente pode facilmente se tornar gigante e eles se tornam o Orkut.

Eles se sentem particularmente ameaçados pela concorrência, por menor que seja, e, assim, estão tentando copiar novas ideias, como no caso do Reddit, para não dar aos usuários qualquer desculpa para interromper seu hábito experimentando novos provedores.

Assim, a criptomoeda pode ser existencial para muitos deles, pois no mínimo fornece essa desculpa, mas a experimentação ali, sem dúvida, não começou com coisas como DeFi.

No que diz respeito à experimentação de redes sociais, é difícil obter o equilíbrio certo sem ser engolido pela concorrência estabelecida.

Assim, os gigantes da tecnologia estão tentando ficar à frente e olhar para qualquer ideia, enquanto Dorsey está aparentemente aproveitando mais a comunidade bitcoin que já existe e está tentando conquista-la para ajudar a Square.

Fora de toda essa fermentação, você esperaria que algo novo surgisse em algum ponto, à medida que as criptomoedas focadas em territórios de gigantes ganhassem mais experiência e novos recursos se apresentassem seguindo um fortalecimento da camada de base e um controle de blockchain das segundas camadas.

Preview build mais recente do Windows 11 traz ainda Microsoft Teams, mudanças na Microsoft Store e dezenas de correções

O Windows 11 ainda não foi lançado oficialmente, mas já têm versões preview liberadas para participantes do programa Windows Insider. A versão mais recente, identificada como Windows 11 Insider Preview Build 22000.100, foi lançada nesta semana pela Microsoft e traz pequenas mudanças na barra de tarefas, além de correções.

Novos ícones ocultos na barra de tarefas (imagem: divulgação/Microsoft)

As mudanças começam pela atualização dos ícones ocultos no canto direito da barra de tarefas. Agora, eles seguem um padrão visual que condiz com o design do Windows 11. Pode ser necessário alternar entre os tema claro e escuro para a alteração ser aplicada, observa a Microsoft.

Essa área da barra também dá acesso à central de notificações. Ali, a Microsoft adicionou um atalho rápido para as configurações do Assistente de Foco que, como você deve saber, silencia notificações para os momentos de concentração.

Outra mudança aparece na função que faz o aplicativo piscar na barra de tarefas quando a atenção do usuário é necessária. A última atualização implementa um tratamento que mantém esse recurso, mas de modo sutil para reduzir a incidência de distrações desnecessárias.

Windows 11 dá acesso mais rápido ao Assistente de Foco (imagem: divulgação/Microsoft)

Microsoft Store, Teams e correções
Os acréscimos funcionais envolvem principalmente a barra de tarefas, mas também há pequenas mudanças na Microsoft Store, que agora está “mais rápida e divertida”, nas palavras da companhia, que complementa: ao selecionar um aplicativo ou filme no serviço, você pode notar pequenas animações que melhoram a experiência de navegação.

Microsoft Store no Windows 11 (imagem: divulgação/Microsoft)

Outra novidade deste preview do Windows 11 é a distribuição do Microsoft Teams no canal Dev do Windows Insider, apesar de que nem todos os participantes dessa categoria terão acesso a ela imediatamente. De todo modo, vale relembrar que o Microsoft Teams será a ferramenta de chat padrão do Windows 11.

As demais mudanças — dezenas delas — correspondem a correções no Explorador de Arquivos, na busca do Windows 11, em widgets e na própria barra de tarefas.

Os detalhes da compilação 22000.100 do Windows 11 estão no site da Microsoft.

No que você pensa quando ouve o nome Microsoft? Numa empresa dinâmica, preocupada em estar onde o usuário está, aberta à inovação e com foco em serviços? Anos atrás, a companhia criada por Bill Gates e administrada por Steve Ballmer não seria associada a nada disso. Sob o comando de Satya Nadella, no entanto, as coisas mudaram.


Com a chegada do terceiro beta do Android 12 aos dispositivos, os usuários começam a ter uma noção melhor do que esperar da versão final do sistema operacional. Além das correções de bugs tradicionais, o Google também não deixa de trazer recursos novos, e este é o caso do atalho da lixeira no Android 12.

Embora seja uma novidade aparentemente simples, ela pode trazer uma facilidade muito maior para gerenciar seus arquivos descartados. No modelo atual, é necessário navegar até o aplicativo Meus Arquivos para examinar, em uma interface nem tão amigável, o que foi ou não excluído do aparelho.


Em um dispositivo da linha Pixel, do Google, o novo app Lixeira permite o acesso direto a uma guia limpa e bastante intuitiva do que foi ou será removido. É só ir à seção de armazenamento, nas configurações do aparelho, e procurar pelo aviso “Vá para o aplicativo de arquivos para gerenciar e limpar o espaço".

De lá, o usuário é direcionado para a lixeira dentro do “Meus Aplicativos”. Embora não seja mais rápido do que acessar o próprio aplicativo, a vantagem é ser direcionado para a guia de armazenamento de forma direta. Com o novo modelo, se você precisar excluir arquivos, já poderá ir direto para a lixeira em vez de ter que fazer todo o trajeto.

No sistema antigo, a pessoa precisa sair da guia e abrir o aplicativo correspondente. Isso só ocorre se o usuário estiver com muita necessidade de liberar espaço no aparelho, caso contrário, ele provavelmente nem a notará aquela perdida na parte de baixo da tela.
Atalhos também para prints

Outro atalho interessante é uma opção voltada para os prints de tela. Sempre que você fizer alguma captura, aparecerá um botão próximo sugerindo capturar mais. Essa é uma das novidades mais bacanas do Android 12, pois ela permite expandir a captura para além do que está apenas visível.

Se você deseja registrar a imagem de um site inteiro ou um documento longo, será possível arrastar a captura para expandir a área capturada, em vez de a pessoa fazer vários prints e precisar editá-los para tornar uma única imagem. Por enquanto, isso não está disponível para todos os aplicativos, mas deve ser algo implementado em breve.

Isso mostra que o Google não pensa apenas em coisas grandiosas para o Android 12, mas que também está preocupado com a usabilidade. É sempre importante lembrar que a massa de usuários não tem tanto conhecimento de tecnologia, por isso é importante usar atalhos e demais recursos que facilitem a sua rotina.


O Google trabalha em um novo menu de compartilhamento para o Chrome. Opções de envio tão robustas quanto as do app para celular foram encontradas no navagador por meio de um pacote disponível no repositório Chromium Gerrit, mas ainda não estão funcionais de fato.

Mais uma vez, a investigação do programador usuário do Reddit Leopeva64-2 revelou detalhes de recursos a caminho do Chrome. Segundo o hacker, a novidade é batizada nos arquivos como “ShareMenu” (ou “Menu de Compartilhamento”, em tradução livre) e estaria posicionada ao final da barra de endereços (também conhecida como Omnibox).

Menu de compartilhamento reúne todas as formas de envio ou transmissão de conteúdo do Chrome (Imagem: Reprodução/Leopeva64)

Na seção, estariam reunidas todas as opções de compartilhamento disponíveis no Chrome: copiar link para a área de transferência, enviar para seus dispositivos, obter QR code, transmitir para outro aparelho, salvar como, enviar como e-mail e publicar nas redes sociais.


Entre as opções, também se encontra a ferramenta de captura de tela nativa do Chrome. Não se sabe a função de print funcionaria, já que clicar nela não gera nenhuma reação, mas é provável seja como uma opção já presente no Microsoft Edge.

Ferramenta de captura do Microsoft Edge é totalmente funcional (Imagem: Igor Almenara/Canaltech)

De acordo com o site XDA Developers (que também encontrou indícios dessa novidade meses atrás), há uma ramificação do código que implementa mais funções à ferramenta de captura. Nela, existiriam pistas de que o recurso poderá tirar print somente de uma parte da tela e que será embarcada com opções de edição.

Igual ao celular
O celular já conta com uma bandeja de compartilhamento robusta e com uma ferramenta de captura nativa, então, as descobertas é uma novidade apenas para usuários de PC. Até o momento, nenhum desses recursos tem data para chegar ao público geral que utiliza o Chrome.

Menu de compartilhamento do Chrome para Android é bem parecido e já está disponível na versão final (Imagem: Igor Almenara/Canaltech)

Novidade acompanha o Edge
O Microsoft Edge e o Chrome andam juntos na adição de recursos, especialmente porque ambos bebem da mesma fonte: o Chromium. As adições mais importantes do motor são implementadas praticamente ao mesmo tempo, em ambos os navegadores.

Menu de compartilhamento do Edge (Imagem: Igor Almenara/Canaltech)

No começo de julho, o Edge deu pistas sobre uma ferramenta de compartilhamento mais robusta e poderosa em seus canais de testes mais instáveis (Dev e Canary). A função, da mesma forma que no Chrome, introduzia opções de compartilhamento rápido por redes sociais e com envio por e-mail.

Lá, a adição foi disponibilizada aos usuários das versões de avaliação de forma aleatória, mas a Microsoft prometeu dar uma forma de forçar a ativação do recurso pelo menu edge://flags. Da mesma forma, não há previsão para lançamento na versão final.


Colunista do site "tilt" pertencente ao portal Uol explica com detalhes como nasceu a Expressão Cringe e tudo o que esta por trás dessa palavra.

Dando aula há mais de 30 anos pude acompanhar a transição entre os jovens que chegam à universidade. Até os anos 2000 os alunos pareciam sentir a faculdade como uma oportunidade de ascensão social e um espaço de convivialidade. Com a chegada da geração Y (os millenials) aumentou o "profissionalismo" e a situação escolar passou a ser sentida como um direito, quando não uma obrigação do Outro.

De repente não havia mais a irreverência e o desafio ocasional, esperada pelo conflito de gerações, mas uma mistura entre excesso de orientação para o desempenho de tarefas junto com certa indiferença relacional.

As coisas começaram a mudar de novo com a chegada da geração Z, nascidos entre 1995 e 2010. Mais desapegados de si, mais inclusivos, sofrem mais com suas incertezas e parecem mais tolerantes a indeterminações. Definitivamente não creem em um futuro glorioso e natural à sua frente.

O que não se esperava é que esta geração Z percebesse tão cedo como a geração anterior deixou um rastro de ruínas para eles pagarem a conta. O contra-ataque veio na forma de uma denúncia inesperada: a geração millenials é cringe.

Teoricamente as gerações se alternam, entre mais conservadores e progressistas. Simplificando: esperamos que em um dado momento uma geração negue e confronte a educação recebida da geração representada por seus pais. Mas a própria geração dos pais, antes disso, negou e confrontou a geração dos avós.

Surge assim uma lei da afinidade espontânea entre netos e filhos e a tendência para a aliança potencial entre gerações não contíguas. Os pais educam, os avós deseducam e os bisávós pervertem ... corre o ditado em minha família.

Com o adiamento da decisão de ter filhos, as gerações se espaçaram. Com isso muitas pessoas da geração Z têm seus pais na geração X e não na geração Y, que lhe seria contígua.

Desta forma o conflito de gerações teve sua lógica alterada. Temos uma geração de irmãos mais novos que se confronta com irmãos mais velhos, em torno de modelos de autoridade. Consequentemente a geração X envelhece mais rápido à medida que a disputa pela juventude mudou de lugar (hey boomer!).

A confrontação geracional é um modelo aproximado de como a cultura se transmite por meio de inversões, já observava Lacan em 1938.

Símbolos do conflito de gerações são o Maio de 1968 francês e os anos 70 americanos, que hoje são os homens brancos de cabelos brancos que dirigem países e companhias.

A chegada da vida digital, compulsória para os nascidos depois de 1995, acrescentou uma novidade nesse processo.

Desde então temos uma geração que adquiriu organicamente habilidades, dotadas de valor de mercado, que seus pais não possuíam. Isso já tinha concorrido para que geração millenial crescesse empoderada, fortemente identificada com a realização do futuro, mas sem grande apego a compromissos.

As comunidades digitais valorizam relações horizontais, mas também prescrevem um novo tipo de individualismo empreendedor, baseado no reconhecimento das pessoas em relação direta, não por cargos, funções ou institucionalidades. Absorvendo de forma endovenosa que a produtividade e a eficácia são a alma do negócio, tem baixa tolerância a lideranças inautênticas ou não meritocráticas. Exigentes e ambiciosos podem ser levados facilmente a crises ou mudanças abruptas de vida geradas por decepções de planos e aspirações.

Duas figuras poderiam ser convocadas para representar os Ys, os emos e os hipsters, cada qual definido por um pathos específico: de tristeza e afetação no primeiro caso, indiferença e ostentação no segundo.

Lembro-me de um colega professor que certa vez ao chegar para a aula constatou que todos os alunos usavam bigode, de estilo caracteristicamente hipster. Quando ele perguntou qual era a da brincadeira, recebeu uma série de imprecações e críticas de volta: afinal qual é o problema se todos nós decidíssemos usar bigode?

Outra vez, me lembro de estar em uma aula quando começo a escutar um gongo, destes de filme chinês, vigorosamente soando na sala ao lado. Como estávamos no fim, decidi seguir adiante com aquela trilha sonora mesmo. Na saída abordei o tal sujeito, na expectativa silenciosa que se tratasse de algum protesto, cuja originalidade me despertava certa simpatia. Perguntei amistosamente: qual é a do gongo? E a resposta veio fulminante: não é nada não, profe, só achei legal ficar tocando este som.

Em contraste com esta atitude de confiança exagerada, os habitantes da geração Z, que cresceram sob o impacto da recessão e da precariedade, vivem uma relação mais aguda de incerteza com relação ao futuro.

Já está claro que o domínio da tecnologia não garante segurança. É preciso combiná-la com preocupação social, senso de indignação e mudança real de práticas. São apegados ao trabalho, mas desde que este seja vivido com propósito. Em vez da indiferença arrogante daquele que reduz o tamanho do mundo para aumentar a extensão do eu, a geração Z está corroída pela incerteza real. Seu futuro traz ansiedade e depressão.

Enquanto os Y ostentavam a solidão como sinal de que "não precisamos de ninguém", os Z sofrem com a solidão digital e o medo de cancelamento.

Se a geração Y criou estilos, mais ou menos permanentes como grunges, clubbers, otakus, góticos, funkeiros, metaleiros, indies e nerds, a geração Z considera este tipo de identidade ligada ao consumo, ao gosto e a aparência, uma coisa um tanto infantil. Diante da identidade de gênero, raça ou classe e de suas implicações diretas para a vida das pessoas, isso tudo parece fútil.

Rapidamente a geração Z começa a perceber que a geração Y lida muito mal com o próprio envelhecimento e com a perda do status como "última novidade" em termos de estilo de vida. Invejados pelos "adultescentes" da geração X, por sua juventude e liberdade, são agora percebidos pela geração Z como inconsequentes incapazes de perspectivar suas vidas em engajamentos de longo prazo.

Enquanto a geração Y sofria com o peso da aparência, ao modo de anorexias, bulimias e transtornos somatoformes, a geração Z elevou a ansiedade e a depressão a um novo patamar.

Pela nova lógica transgeracional, a última geração julga a anterior como mais infantil, menos moral. Isso desperta esta curiosa forma de vergonha, chamada cringe.

Quando alguém entra na adolescência, tomando consciência mais clara de sua condição geracional, aparece sentimento típico: a vergonha dos pais. Jamais me levará naquela festa, muito menos aparecer na frente de meus amigos.

Os pais passam a simbolizar a criança dependente que um dia fomos. É como se quiséssemos apagar aqueles momentos dessagráveis que aliás, estes mesmos pais não cessam de nos lembrar. Eles são capazes de expor sadicamente nossas "infantilices", jogando na nossa cara incoordenações, tolices e bobagens.

Mas o cringe é algo completamente diferente disso. Não é vergonha de si mesmo, nem vergonha dos pais, mas vergonha alheia. Vergonha de que o outro não sinta a vergonha que ele deveria sentir por agir daquela forma.

Diante de liberdade ampliada, para fazer qualquer coisa da vida, com baixos teores de influência parental, o sujeito escolhe para si o uso regressivo da chupeta, no cultivo excessivo da imagem corporal, como se a pessoa fosse um cosplay de si mesma, sem falar nas práticas excêntricas ou "sem noção" em termos de responsabilidade afetiva e amorosa.

Tomar café ou vinho é cringe, porque vem com um discurso de superexcepcionalidade de si mesmo. Práticas como "FDS" para fim de semana, "rs" para riso, usar hashtag são sinais aparentes de "envelhecimento digital".

Chamar cerveja de "litrão" ou usar unha "francesinha" não são criticados apenas porque as modas mudam, mas porque a pessoa não percebeu que a moda muda. Curtir Harry Potter e Disney não é um mal em si, mas se presta a alegorizar que a pessoa pode realmente estar vivendo em outro mundo.

A própria palavra "cringe" remete a "dobrar-se ou agachar-se, especialmente com servilismo ou medo", variante do antigo "cringan" inglês "render-se, ceder, cair (em batalha); tornar-se dobrado" e do proto-Germânico "krank", "dobrar-se, encaracolar". Neste sentido os zenial estão apontando para a facilidade como os "mimimillenials" se dobram diante de dificuldades.

A conotação de "vergonha alheia" talvez derive da conjunção entre cringe e crank que literalmente quer dizer manivela, mais precisamente, a manivela que se acoplava a um barril para extrair água ou uísque.

Em alemão e holandês Krank é doente, fraco ou pequeno. Isso talvez explique por que a palavra chegou ao inglês como "fingidor, "vagabundo" ou "aquele que se enjoa para obter caridade" (1506). Uma imagem que define o crank é o da pessoa meio rabugenta, que gira a manivela, que repete julgamentos retorcidos ou extravagantes, em uma satisfação solitária, como a de um bobo alegre. Melhor dizendo um bobo triste, que gira sobre si mesmo.

A nova confrontação formada por gerações horizontais em disputa sugere perspectivas interessante do ponto de vista da transformação de formas de autoridade, não apenas verticais como ainda hoje temos entre as gerações Y e Z com a geração X, nem horizontais como parece acontecer entre a geração Z.

Talvez os millenials, que estão sofrendo bullying nas mãos do irmão mais novo e sendo deseducados pelos avós da geração X, possam criar autoridades transversais, onde as identidades possam ser vividas com menos peso e a implicação desejante possa tornar-se mais humorada.


A polêmica tecnologia de reconhecimento facial está sendo utilizada ou em vias de implementação em 20 estados brasileiros, de acordo com um levantamento feito pela Folha de S. Paulo.

Com ela, sistemas de segurança pública são capazes de buscar em segundos um rosto entre milhares de um banco de dados. Assim, a polícia é capaz de abordar um suspeito ou um foragido em questão de minutos. Fora do âmbito criminal, o reconhecimento facial permite ainda a busca por pessoas desaparecidas.

Reconhecimento facial nos estados
Segundo a matéria, outros 3 estados estudam utilizar a tecnologia e apenas 5 estados e o Distrito Federal não a utilizam, não tiveram contato com o sistema ou não planejam utilizar. Esses números foram passados ao jornal por meio das secretarias estaduais de Segurança e das polícias Civil e Militar.


Confira a lista:
Utilizam: São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Bahia, Rio Grande do Norte, Ceará, Pará e Roraima;
Em implementação: Rio Grande do Sul, Paraná, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Maranhão, Rondônia, Acre e Amazonas;
Em fase de estudos: Mato Grosso e Minas Gerais
Não utilizam: Goiás, Distrito Federal, Espírito Santo, Tocantins, Alagoas e Amapá

Em São Paulo, onde o sistema é utilizado desde 2020, são cerca de 30 milhões de faces registradas. Nesse caso, é utilizado o banco de dados da Polícia Civil.

Já o sistema da Bahia, que foi implementado em 2018, utiliza o Banco Nacional de Mandados de Prisão. Nesse estado, o sistema custou R$ 18 milhões e 209 procurados foram presos com a ajuda da tecnologia até 16 de junho de 2021.


Além desses estados, a Polícia Federal também vai utilizar a ferramenta. Segundo o órgão, o sistema utilizado por eles vai permitir coletar, armazenar e cruzar dados de 50,2 milhões de brasileiros – aproximadamente 25% da população do Brasil. As informações para alimentar o sistema virão de registros de reconhecimento facial e impressão digital e de dados unificados das secretarias de Segurança dos estados.

Algoritmo polêmico
O sistema de reconhecimento facial, no entanto, não é 100% preciso. Para que um rosto seja reconhecido, é necessário que o algoritmo utilizado seja treinado com pessoas com características físicas diferentes. Entre elas, por exemplo, estão a nacionalidade, idade, tom de pele e gênero.

Em 2018, pesquisadores em inteligência artificial identificaram discrepâncias em tecnologias desenvolvidas pela Microsoft, a IBM e a chinesa Megvii.

De acordo com Joy Buolamwini e Timnit Gebru, o algoritmo que se saiu melhor conseguiu alcançar uma precisão de 100% com homens de pele mais clara e 79,2% com mulheres de peles mais escuras. No entanto, o que teve pior desempenho alcançou 99,7% e 65,3%, respectivamente.


Esse viés racial ocorre porque a maioria dos algoritmos foi treinada com pessoas brancas. “Algoritmos de reconhecimento facial confeccionados nos Estados Unidos e Europa, por exemplo, têm muita dificuldade não só com pessoas negras, mas principalmente com mulheres negras e pessoas asiáticas”, explicou em entrevista à Folha de S. Paulo.

Por isso, ele pondera que o uso desses sistemas pode trazer pioras. Além de poder ser um risco para aumentar a violência contra pessoas negras, a tecnologia poderia piorar a efetividade policial ao gerar falsos positivos.

Operadora Comcast envia aviso de violação de direitos autorais a usuário que baixou Ubuntu pelo BitTorrent oficial da Canonical

Um usuário recebeu um aviso de quebra de direitos autorais por baixar o Ubuntu, feito com base no Linux. A Canonical oferece o sistema operacional para download direto ou via BitTorrent; o OS tem código aberto e pode ser obtido de graça. No entanto, uma firma digital anti-pirataria acionou a operadora americana Comcast para comunicar uma suposta violação de copyright.

Computador com Ubuntu Linux (Imagem: Divulgação / Lenovo)

Comcast: “Cliente usou IP para violar direitos autorais”
A queixa veio da empresa OpSec Security, da Alemanha. A Xfinity, braço de serviços de internet da Comcast, notificou o usuário nos EUA, afirmando que o dono dos direitos autorais cruzou o endereço de IP do cliente com a instalação de conteúdo “pirateado” – no caso, o torrent do Ubuntu. “Nós recebemos uma notificação do proprietário [dos direitos autorais] sobre uma violação durante ou pelo uso do seu serviço de internet Xfinity”, disse a empresa.

No Reddit, o post de NateNate60 — usuário que recebeu a advertência — tem mais de 8 mil upvotes. O título expressa bem a confusão que isso gerou: “Aviso de violação de direitos autorais do provedor por baixar… Linux? Isso é algum tipo de piada?”.

Aviso de violação de direitos autorais da Xfinity (Imagem: NateNate60/Reddit)

Usuário pode ter conta suspensa com mais advertências
A Comcast não confundiu o arquivo baixado, pois uma busca no Google pelo hash — sequência única de números e letras que identificam o torrent — leva ao tracker do Ubuntu.

A empresa adverte, na nota, que pode cortar os serviços de internet de NateNate60 caso ele baixe mais conteúdos que potencialmente violem direitos autorais. Apesar do erro óbvio nessa notificação, o acúmulo de advertências desse tipo pode levar ao banimento da conta de clientes.

Um comentário no post de NateNate60 alerta que provedores americanos geralmente suspendem contas após terceiro aviso. A página sobre violação de direitos autorais da Xfinity não esclarece qual a política de tolerância para o número de ofensas cometidas. “Nós reservamos o direito de levar a conta de um cliente ao próximo passo da nossa política [suspensão] após recebermos múltiplas notificações de violação de direitos autorais no mesmo mês”, diz o site da empresa.

Mas o autor da postagem disse que não deve contatar o time da Comcast sobre a violação: “Eu realmente não quero arriscar de cortarem meu acesso à internet por essa coisa estúpida, então eu só vou ignorar o aviso”.


Com informações: TorrentFreak.

Starlink estará em breve disponível em todo o mundo

Unsplash/Jakub Pabis/Antena de 5G

Elon Musk anunciou nesta semana que o serviço de banda larga de alta velocidade via satélite, a Starlink , vai estar disponível para o mundo inteiro, com exceção dos Pólos Norte e Sul, já em agosto. Em um primeiro momento, a Starlink vai ser disponibilizada para 12 países, e a cada mês outros vão ser adicionados.
    
O serviço de banda larga de alta velocidade conta com mais de 1.800 satélites na órbita baixa da Terra , todos eles lançados ao espaço pela empresa aeroespacial SpaceX , também de propriedade de Musk. De acordo com o empresário, a Starlink já tem quase 70.000 clientes ativos, e espera ter 500 mil daqui a um ano.

O serviço da Starlink não é barato: a mensalidade é de 99 dólares, ou cerca de 500 reais. Além disso, os clientes precisam comprar uma antena parabólica para captação do sinal, que tem o custo de 499 dólares, ou quase 2.500 reais.

De acordo com Musk, esse é um serviço destinado para apenas uma pequena parcela de 3% a 5% da população mundial, que não possui acesso à internet . A rede Starlink deve funcionar como um complemento às redes de fibra óptica e 5G , chegando aos locais mais remotos do planeta.

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