05/06/20

Novas faixas devem garantir redes menos congestionadas e melhorar a conectividade dos usuários

A Agência Nacional de Telecomunicações - Anatel - aprovou, na semana passada, o uso de Wi-Fi nas faixas de frequência de 5,9 GHz e 7,1 GHz. Trata-se de uma medida importante para garantir a adequação do Brasil aos novos padrões de internet sem fio.
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Atualmente, o país permite que dispositivos Wi-Fi operem nas frequências 2,4 GHz e 5 GHz. Quanto menor a faixa, maior o alcance do sinal. Por outro lado, pior é o desempenho. Com a decisão da Anatel, os roteadores poderão futuramente acessar redes menos suscetíveis a congestionamentos e com capacidade de processar um maior volume de dados durante as conexões.

Isso vai depender, no entanto, da integração do Wi-Fi de 6 GHz com a tecnologia do Wi-Fi 6. Vale lembrar que os dois termos descrevem coisas diferentes. O Wi-fi corresponde a evolução da tecnologia que promete mais velocidade e suporte a um número maior de dispositivos simultaneamente. Já o Wi-fi de 6 GHz configura apenas a nova frequência aprovada pela Anatel e órgãos reguladores de outros países.

Foto: Agência Brasil

A combinação desses dois recursos dará origem a um novo padrão de internet sem fio chamado Wi-Fi 6 E. A expectativa da Wi-Fi Alliance é que esse novo padrão possa beneficiar múltiplos setores da sociedade a partir do aprimoramento do suporte a serviços de realidade virtual e realidade aumentada, assim como streamings de conteúdo em alta resolução, videoconferências, entre outros.

O Wi-Fi 6 utiliza espectro não-licenciado, ou seja, não existe a necessidade de um operador da faixa, permitindo que qualquer usuário possa utilizar as faixas de frequência com seu próprio equipamento.

Regulamentação
O Conselho da Anatel estabeleceu um período de 90 dias para discutir questões técnicas e as condições de uso das frequências de 6 GHz e 7 GHz. Vale lembrar, no entanto, que União Internacional de Telecomunicações (UIT), órgão subordinado à Organização das Nações Unidas (ONU), prevê a discussão do uso da faixa de 7 GHz para a tecnologia 5G somente em 2023.

Para a agência, no entanto, as discussões no país devem continuar "a despeito de encaminhamento, em âmbito internacional, de estudo para eventual atribuição da faixa de 7.025-7.125 MHz para uso por serviços móveis (IMT), cuja previsão de conclusão é 2023".

Fonte: Teletime


Nova determinação impede que sites escondam seu conteúdo enquanto os usuários não aceitarem os cookies
Quem nunca foi obrigado a aceitar cookies de um site só para ver algum conteúdo rápido, que atire a primeira pedra. Isso incomoda muitos usuários, e incomodou também a União Europeia (UE). O Conselho Europeu de Proteção de Dados publicou hoje novas diretrizes, como divulgado pelo TechCrunch, dizendo que as "paredes de cookies" são uma violação da lei de proteção de dados (GDPR) da UE. Segundo o Conselho, a autorização para o uso de cookies deve ser "dada livremente", o que não acontece com uma opção de tudo ou nada.

As novas diretrizes da UE impedem os sites de tratar o ato de descer a página como consentimento. Gestos deliberados contam, desde que seja informado que isso equivale a um consentimento para o uso dos cookies.

Reprodução: Twitter

Em teoria, as novas determinações acabam com algumas das ambiguidades que podem atrapalhar a vida dos reguladores nos países da União Europeia. As orientações também servem como alerta para os sites que insistem em coletar dados de seus visitantes: ofereçam consentimento real ou estejam preparados para sofrer ações legais.

Movimentos judiciais podem ser necessários para que alguns sites respeitem as novas normas, mas não será surpreendente se aqueles que abusam das paredes de cookies passarem a ser mais educados a partir de agora. As multas aplicadas pela lei de proteção de dados europeia podem chegar a valores como 20 milhões de euros, ou 4% do faturamento anual global do site violador.

Pop-ups de consentimento manipulativos e padrões obscuros ainda são ativamente empregados para driblar a lei, permanecendo como um problema para as autoridades reguladoras. Há uma pressão crescente sobre os órgãos reguladores para fazer valer as regras, especialmente com o aniversário da GDPR se aproximando. Com o tempo veremos quem sairá vencedor deste cabo de guerra.

Via: Engadget

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