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Após aquisição da DC, o streaming vira o mais novo arqui-inimigo de Batman

O Batman e a AT&T uniram forças em público pela primeira vez no fim de julho
Batman: DC pensa em como viver na era do streaming (Reprodução/Reprodução)

Após 80 anos lutando contra vilões como o Coringa e o Charada, o Batman enfrenta sua maior batalha até hoje: a guerra do streaming.

O Cavaleiro das Trevas, a Mulher-Maravilha e outros membros da Liga da Justiça que estrelam os quadrinhos da DC passaram para as mãos de um novo proprietário no ano passado, quando a AT&T (empresa americana de telecomunicações) pagou 85,4 bilhões de dólares pela aquisição da Time Warner, controladora da DC. Agora, eles precisam provar seu valor para os novos chefes em um mundo de entretenimento dominado pelo streaming.

Imagem: Reprodução

O Batman e a AT&T uniram forças em público pela primeira vez no fim de julho, na Comic-Con Internacional, convenção anual de quadrinhos em San Diego, em uma mostra chamada “The Batman Experience Powered by AT&T”.

Com arte em quadrinhos, videogames vintage e adereços e figurinos de filmes, a exibição celebrou o 80º aniversário do personagem como uma figura representativa da cultura pop americana. A atração central era o Mergulho do Cavaleiro das Trevas, que envolvia paraquedismo e um elemento de realidade virtual.

A empresa sediada em Dallas, contudo, tinha planos mais ambiciosos quando comprou a Time Warner e as produções da HBO, como “Game of Thrones”, e os filmes da Warner Bros., como a franquia Harry Potter.

O propósito de unir as duas companhias era criar algo novo na indústria midiática: uma potência do entretenimento capaz de alcançar milhões de pessoas por meio de um vasto sistema de distribuição de dispositivos móveis e redes de satélite, e também de criar o conteúdo para preencher essas telas.

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É aí que a DC entra. Como a AT&T concorre com Netflix, Disney, Amazon e outras plataformas do ramo do streaming, é provável que aposte em Batman, Mulher-Maravilha, Super-Homem e outros super-heróis da DC que combatem o crime. “A criação de conteúdo é onde precisa estar o foco. E esse conteúdo tem um valor tremendo”, explicou Richard Greenfield, analista de mídia da empresa de pesquisa BTIG Research.

Com consumidores cada vez mais independentes, espera-se que a receita anual dos serviços de streaming no mundo todo suba 8 por cento em 2019 e chegue a quase 25 bilhões de dólares, segundo o Statista, portal alemão on-line de estatística. A Netflix está na liderança, com mais de 151 milhões de assinantes em âmbito global. A expectativa de Wall Street é que essa empresa sozinha gere 20 bilhões de dólares em receita de streaming este ano.

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O principal serviço de streaming da AT&T, anunciado em julho como HBO Max, vai ser lançado no primeiro semestre do ano que vem. Como o gênero dos super-heróis não dá sinais de cansaço na corrida pelas maiores bilheterias, a inclusão do Batman e do restante do tesouro da DC no novo serviço da AT&T faria sentido, dizem os analistas.

“A DC tem uma extensa biblioteca de conteúdo que eles podem colocar nessa plataforma. Pela lógica, faria sentido colocar o universo DC no serviço HBO Max”, disse Frank Louthan, analista de telecomunicações da Raymond James.

Batman e seus amigos super-heróis já têm uma casa de streaming, a DC Universe, uma central que inclui conteúdo original e programas de TV e filmes clássicos, além de quadrinhos digitais, comercialização de produtos licenciados e um fórum para os fãs.

O planejamento da DC Universe já estava em ação antes que a aquisição da Time Warner pela AT&T fosse concluída na metade do ano passado, e o serviço entrou no ar poucos meses após a compra.

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A concorrência no streaming vai ficar mais pesada nos próximos meses. A Walt Disney Co. vai entrar na briga com um novo serviço, o Disney Plus. Com os filmes da Pixar e a franquia “Star Wars”, entre outros incontáveis sucessos, com certeza não vai faltar conteúdo para o serviço da Disney – e, a sete dólares mensais, vai ser mais barato do que uma assinatura básica da Netflix.

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A Disney também é dona do maior rival da DC, a Marvel Entertainment, casa dos Vingadores, um time de amigos superpoderosos que, apesar de algumas desavenças entre si, conseguem se manter coesos para defender o mundo de ameaças. Recentemente, eles protagonizaram mais filmes de sucesso do que seus correspondentes da Liga da Justiça.

Diferentemente da Marvel, a DC não criou um universo cinematográfico dependente de narrativas interligadas em série. Disponibilizar à la carte as histórias dos super-heróis pode ter desvantagens, mas permitiu que os consumidores pudessem assistir a filmes como “Mulher-Maravilha” e a trilogia do Cavaleiro das Trevas, dirigida por Christopher Nolan, sem mencionar séries de TV como “The Flash” e “Gotham”, sem ficarem perdidos.

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A Apple também planeja surfar a onda do streaming no segundo semestre deste ano, com uma lista de atrações de Oprah Winfrey, Steven Spielberg, J. J. Abrams e Reese Witherspoon, entre outros; a NBCUniversal prepara também um serviço próprio.

Será que a divisão de conteúdo da AT&T, a WarnerMedia – que inclui o HBO, o estúdio de filmes Warner Bros. e a Turner Broadcasting –, vai optar por manter o relativamente restrito serviço da DC Universe como a casa exclusiva de streaming das suas estrelas?

Louthan, o analista, ressalta que o consumidor pode se sentir cansado de ter de pesquisar entre tantas plataformas para encontrar o que quer. “Acreditamos que há um limite de quantos serviços de streaming os consumidores vão assinar”, argumentou.

Por enquanto, parece que a DC vai continuar com seu serviço independente no segundo ano. “Doom Patrol”, uma série do DC Universe, aclamada pela crítica, sobre um bando de super-heróis desajustados, que estreou no ano passado, volta para uma segunda temporada simultaneamente na DC Universe e no HBO Max, assim anunciou a DC em 20 de julho.

A DC não quis dar declarações para esta matéria. A AT&T e a WarnerMedia não responderam ao pedido de comentário.

A DC também começou a reorganizar o catálogo de histórias em quadrinhos. Abandonou três selos – DC Zoom, DC Ink e Vertigo – e alocou todo o conteúdo sob selos com classificação etária. No início de julho, a empresa colocou a revista “Mad” em estado vegetativo. “Eles querem tornar a marca mais eficiente”, disse John Jackson Miller, fundador e curador da Comichron, um banco de dados que divulga os números de vendas do universo dos quadrinhos.

Da mesma forma que os filmes inspirados em franquias de histórias em quadrinhos têm dominado as bilheterias, os próprios quadrinhos antigos têm feito sucesso ultimamente. As vendas atingiram uma nova alta em 2018 e chegaram a aproximadamente 1,095 bilhão de dólares na América do Norte, aumento de 80 milhões de dólares em comparação a 2017, de acordo com Comichron e a “ICv2”, revista on-line de comércio.

Para produzir o novo conteúdo de que as empresas de entretenimento precisam para permanecer relevantes no streaming, a AT&T possivelmente lançará mão de histórias e personagens de histórias em quadrinhos capazes de ser traduzidos da página para a tela.

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A Vertigo, um dos selos cancelados, era uma fonte valiosa de material para adultos. Muitos dos títulos que mantinha, incluindo “Constantine” e “V de Vingança”, foram transformados em filmes, enquanto outros, como “Lucifer” e “Preacher”, foram adaptados para a televisão. Para compensar a perda da Vertigo, o editor anunciou novos negócios, incluindo uma série de histórias em quadrinhos em parceria com o escritor de terror Joe Hill.

Em vez de manter foco exclusivo na DC Universe e no HBO Max, a DC é livre para licenciar conteúdo para outras plataformas. Em um desses acordos, a Netflix acabou de encomendar uma série baseada em “The Sandman”, uma história em quadrinhos da Vertigo.

Greenfield chama essa estratégia de “tráfico de armas”, em que empresas de entretenimento vendem para múltiplas plataformas. “A Warner Bros. tem sido uma das mais bem-sucedidas da história nessa estratégia”, afirmou. E os maiores sucessos devem ir aonde estão os olhos, acrescentou.

“Aquaman” está agendado para passar na HBO em 9 de agosto, enquanto a Netflix está com “Cavaleiro das Trevas” no catálogo. Os usuários da DC Universe ficam com títulos mais velhos, que pertencem a uma época anterior ao sucesso absoluto dos super-heróis, como o semiclássico de 1978 “Superman: O Filme”.

“A maneira mais rápida de acabar com uma franquia é colocá-la onde ninguém pode assistir a ela”, disse Greenfield.

Por Gregory Schmidt, do The New York Times
Via: Exame

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