08/29/20

A fabricante chinesa Xiaomi confirmou nesta sexta-feira (28) que iniciará “oficialmente” a produção em massa de smartphones equipados com câmera sob a tela no ano que vem. A empresa anunciou o que chama de "terceira geração" dessa tecnologia, apesar de nunca ter lançado no mercado as duas primeiras versões do recurso que deve estrear em um celular comercial nas próximas semanas a bordo de um aparelho da rival ZTE.

Executivos da Xiaomi divulgaram em suas redes sociais um vídeo demonstrando a tecnologia, que permite utilizar toda a superfície da tela para a exibição de conteúdos ao mesmo tempo em que não requer sistemas motorizados para revelar a câmera de selfie, caso de modelos com lentes retráteis ou giratórias, como Redmi K30 e Zenfone 7.

Assim como a também chinesa Oppo, a Xiaomi foi uma das primeiras fabricantes a demonstrar a tecnologia, que esconde o sensor da câmera de selfie sobre uma tela OLED, ainda na metade de 2019. Após alguns meses de silêncio das marcas, a Mi declarou que a qualidade de imagem era comprometida pela técnica e descartou o lançamento da tecnologia neste ano.

Pouco tempo depois, a fabricante de telas Visionox divulgou que já produzia o componente, usando uma combinação de hardware e software para garantir boas fotos. O vídeo divulgado pela Xiaomi sugere que a câmera embutida não atrapalha na qualidade de imagem reproduzida na tela, porém, ao final, é possível notar um quadrado sutil na região da câmera que apresenta uma variação de brilho.

Com a câmera ativada, é possível notar a localização do sensor de selfies (imagem: Xiaomi)

É possível que a técnica adotada pela Xiaomi altere a exibição da tela na região quando a câmera é acionada, voltando ao normal quando o recurso de foto ou vídeo não é mais necessário.


3ª geração? E as outras duas?

A Xiaomi explicou o porquê de chamar a sua futura tecnologia de "terceira geração", revelando que a primeira versão da técnica não saiu dos laboratórios de pesquisa e que a segunda é foi justamente aquela apresentada em 2019, nos protótipos das marcas chinesas.

Ordenamento dos pixels permite a passagem da luz (imagem: Xiaomi)

Para justificar a nova geração, a empresa afirma que reorganizou o ordenamento dos pixels, além de otimizar o algoritmo da câmera, sem comprometer a qualidade de imagem. A descrição lembra bastante a divulgada pela Visionox em junho.

Enquanto a “segunda geração” das câmeras sob a tela empregava menos pixels na região do componente, o que explica o tom escurecido na área dos protótipos apresentados, a organização dos pontos agora ocupa menos espaço, permitindo a passagem da luz para o sensor fotográfico, sem alterar a apresentação de imagens na tela.

A Xiaomi não deu maiores detalhes sobre qual modelo deve incorporar a tecnologia, limitando-se a divulgar que ela será oferecida em grande escala “no ano que vem”.

Fonte: Xiaomi

Imagem: LG/ Divulgação

Agora é oficial: a LG vai vender sua máscara com purificador de ar portátil aos consumidores finais. Chamada de PuriCare Wearable Air Purifier, ela é equipada com filtros substituíveis semelhantes aos utilizados nos purificadores de ar domésticos da marca. Esse produto, que havia sido implementado em hospitais de Seul, teve seu desenvolvimento realizado em conjunto com uma universidade local e o lançamento comerical já era planejado. Dito e feito.

Segundo a fabricante, o PuriCare combina os ventiladores alimentados por bateria para ajudar o usuário a respirar. O curioso é que a máscara possui sensores que detectam quando quem a usa está inspirando ou expirando e ajusta a velocidade dos ventiladores de acordo com esses movimentos. A dúvida, porém, é se essa máscara filtra o ar e impede, por exemplo, que o usuário se contamine com o novo coronavírus (SARS-CoV-2) desse modo.

A LG diz que o PuriCare Wearable Air Purifier tem uma bateria de 820mAh, sendo capaz de fornecer até oito horas de uso no modo de baixa energia e apenas duas horas no modo de alta energia. Seu formato, pelo que pode ser visto nas imagens, é bem ergonômico e parece não incomodar, mesmo após horas de uso.

De acordo com o pessoal do The Verge, a LG disse que testes ainda estão sendo realizados, mas, claro, como toda máscara convencional, ela ao menos é capaz de mitigar a transmissão do vírus por meio das gotículas de saliva.

Essa informação, aliás, vai de encontro ao que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA afirmam: segundo eles, não é recomendado o uso de máscaras com válvulas de exalação ou respiradouros para evitar a propagação do coronavírus, uma vez que eles não filtram "gotículas respiratórias expelidas" e podem permitir que os usuários infectem as pessoas próximas.

A LG ainda não revelou preços e datas precisas de lançamento, mas afirmou que a PuriCare chegará a "mercados selecionados" no último trimestre de 2020.

Fonte: The VergeLG

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